domingo, 15 de agosto de 2010

Ana Paula Arósio estrela história de amor gay no cinema:



A diretora Malu De Martino, de Mulheres do Brasil, conseguiu reunir um elenco estrelado para contar uma história de amor pouco convencional no cinema brasileiro. Como Esquecer, com estreia prometida para outubro, traz Ana Paula Arósio e Murilo Rosa interpretando homossexuais que sofrem por paixões do passado.

No filme, Ana Paula vive uma professora universitária abandonada por sua companheira de dez anos. Prestes a entrar em depressão, procura conforto na casa de um amigo (Rosa), também gay, que perdeu o namorado, vítima de câncer. Ao longo do filme, ela vai encontrando outras pessoas que também vivem, cada uma a seu modo, a experiência de ter perdido algo muito importante em suas vidas. Natália Lage completa o trio principal de atores.

"Em países católicos, há uma grande tendência a considerar os homossexuais como de um mundo 'a parte', estimulando o preconceito e a segregação", afirma a diretora. "Uma vez que falamos de uma relação gay, há ainda um novo desafio, que é trazer essas mulheres para um lugar comum, já que não existe conflito sobre suas opções sexuais."

O roteiro, escrito ao longo de três anos, é baseado no livro Como Esquecer - Anotações Quase Inglesas, uma história com toques autobiográficos de Myriam Campello, publicada em 2003. O longa-metragem teve locações no Rio de Janeiro e em Londres, com produção da experiente Elisa Tolomelli (Sonhos Roubados, Benjamim, Cidade de Deus).

Como Esquecer deve estrear primeiro no Rio, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife. Depois, o filme segue para outras capitais e cidades do interior.

Portadores de HIV têm morrido mais de infarto, diabetes e câncer:



Estudo feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro mostrou que portadores de HIV atendidos pela entidade estão morrendo mais por causa de infarto, diabetes e câncer do que por problemas relacionados mais diretamente ao vírus. As causas desse fato seriam a eficiência dos antirretrovirais, o que aumenta o tempo de vida das pessoas com HIV, e a falta de atenção dada pelos médicos às outras doenças.

“Estamos começando a conhecer os efeitos do vírus e dos remédios a longo prazo. Esses pacientes estão envelhecendo e as exigências da doença mudaram. Agora precisamos nos adaptar a isso”, disse o infectologista Esper Kallás, da Universidade de São Paulo, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. A dica para quem vive com HIV é passar a dar atenção a outros aspectos da saúde e não focar atenção apenas na aids.

Atenção:

Pesquisa aponta que 20% das pessoas que morreram de aids não sabiam o seu diagnóstico

Por Márcio Claesen em 15.08.2010 : : 16h00
 
Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, mostra que 20% das pessoas que morreram por complicações causadas pela aids não tinham conhecimento da doença. A pesquisadora Monica Malta analisou 386.209 casos registrados no país entre 1998 e 2008. Desse total, 141.004 morreram da doença.
Duas questões graves estão relacionadas a este fato: com o diagnóstico, muitas dessas pessoas poderiam ter tido acesso aos medicamentos e vivido mais. Além disso, sem o conhecimento de que portava o vírus HIV a pessoa pode ter tido comportamento de risco e transmitido a doença.